08 de dezembro de 2017 às 17:55

A empatia de Jesus

O encontro com a mulher do fluxo de sangue - Marcos 5.25-34

O encontro de Jesus com a mulher do fluxo de sangue sem dúvidas é uma das passagens mais tocantes do Novo Testamento. Meu objetivo não é fazer uma exposição completa do encontro, mas destacar a parte mais tocante da narrativa â?" a empatia de Jesus por ela.

Após a mulher tocar em Jesus, a narrativa bíblica nos diz que logo Jesus percebeu que saíra poder de si, e indaga aos seus discípulos sobre quem o tocara. Os discípulos ficam revoltados com a pergunta, pois a multidão esbarrava em Jesus. Onde Jesus estava uma grande aglomeração de pessoas o cercavam. Porém, o toque dela era diferente ao das demais pessoas. A multidão apenas esbarrava em Jesus; ela tocava pela fé em Jesus.

Talvez você seja cristão, mas nunca tocou em Jesus. Tens apenas esbarrado no Senhor. Não vá aos cultos ou à presença de Deus só por ir, vá com o objetivo de tocar pela fé em Jesus. Possivelmente, você está há tanto tempo nessa situação, só porque não tem o objetivo de ter um encontro com Jesus.

Ao longo do seu ministério, Jesus era tocado por muitos, mas eles não eram curados. Até hoje, também, muitos sabem acerca de Cristo e o respeitam, mas poucos são transformados por ele. Isso só ocorre mediante a confiança verdadeira Nele, e não mediante ao mero contato com seu Evangelho, com sua igreja.[1]

Quando o Senhor procura quem o tocou em meio à multidão, a mulher se esconde. Com medo da possível reação de Jesus. Mas por que o medo e o tremor que ela sentiu da reação do Mestre? Porque ela era uma mulher considerada “imunda”.  Qualquer dos líderes religiosos da época teria ficado horrorizado e irado, pois o toque dela o tornaria imundo. Mas ela não percebeu que Jesus tinha uma santidade tão revitalizante que um simples toque dEle purificava os impuros.[2]

Na cultura em que Jesus estava inserido, a melhor atitude que Ele poderia tomar com vistas à sua segurança seria procurar evitar contatos com mulheres. O fato de permitir que elas tocassem nEle parecia grande imprudência da sua parte.[3]

O interesse de Jesus de saber sobre quem o tocara, seria para repreendê-la, como teria feito qualquer outro mestre do seu tempo, por ser conhecedor que uma mulher “imunda” o tinha tocado? Não! Ele o fez para o bem dela. Pois desejava ser para ela algo mais que um “curandeiro”, desejava ser também seu salvador e amigo. Queria que contemplasse seu rosto, sentisse seu carinho e ouvisse suas palavras de incentivo. [4]

Jesus é muito diferente dos líderes religiosos do seu tempo e dos líderes dos nossos dias. O mais importante para ele não era o estado em que a pessoa se encontrava, mas a pessoa em si. Talvez você possa ser discriminado pela sociedade e pela religião. Saiba que para o Mestre você vale muito mais do que aquilo que você pensa.

Está na hora de você parar de se esconder no meio da multidão e se apresentar a Jesus, e quando te apresentares, ele não irá te discriminar como as pessoas têm feito, ele irá liberar palavras de paz e conforto para sua alma. Porque ele é grandioso em amor para aquelas pessoas que ninguém dá nada por elas.

Quando a mulher se apresenta a Jesus e conta sua história a Ele, ela não é discriminada, mas ouve o Senhor a chamar de filha, e a despede em paz dizendo que a fé que ela possuía a tinha salvado. Aproxime-se de Jesus e conte sua história a Ele e ouvirás semelhantes palavras que aquela mulher ouviu.

Jesus é tão misericordioso, que não apenas a curou, mas também a salvou. Dewey M. Mulholland comenta que o Novo Testamento caracteristicamente utiliza o termo “salvar” (Sozein) de uma maneira distintiva, significando “aquilo que salva de tudo o que pode arruinar a alma de alguém nesta vida e na vida futura.” Jesus dá a essa mulher muito mais do que ela buscava. [5]  Jesus não quer apenas curar você; Ele quer te salvar também. Cristo tem para fazer na sua vida muito mais daquilo que você busca.

[1] CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volume 1. Editora Hagnos. São Paulo, SP 2014: p. 809.

[2] RICHARDS, Larry, Todos os Milagres da Bíblia. Editora Hagnos. São Paulo, SP 2003: p. 234.

[3] COLEMAN, William , Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos. Editora Betânia. Venda Nova, MG 1991: p. 97.

[4] WIERSBE, Warren, Comentário Bíblico Expositivo. Editora Geográfica. Santo André, SP 2006: p. 165.

[5] MULHOLLAND, Dewey, Marcos Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. São Paulo, SP 1999: p. 97.

Fonte: GospelPrime

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