12 de dezembro de 2017 às 18:54

Facebook, Twitter e Google estão censurando conservadores e cristãos

Iniciativa de rede religiosa mostra que há "discriminação ideológica"

A associação National Religious Broadcasters, que reúne vários meios de comunicação religiosos lançou uma iniciativa que busca mostrar o que classifica como “censura ao discurso cristão e conservador” por gigantes de mídia como Facebook, Twitter, Google e Apple.

“É inaceitável que esses titãs da tecnologia discriminem os usuários apenas porque seus pontos de vista não coadunam com as ideias populares no Vale do Silício”, disse Jerry A. Johnson, presidente e CEO da NRB. Ele disse que a iniciativa Internet Freedom Watch [Observatório da Liberdade na Internet] irá documentar casos de censura, insistindo que o objetivo é coletar dados sobre a imposição do discurso “politicamente correto” na web.

“As principais empresas do Vale do Silício possuem enorme influência sobre o que é visto na internet e as plataformas de redes sociais estão suprimindo pontos de vista contrários às suas ideologias preferidas”, assegura o material.

Segundo um levantamento preliminar, a lista de resultados das pesquisas no Google muitas vezes diminuem o alcance de páginas que sabidamente expressam o ponto de vista conservador, enquanto sites menores, que produzem matérias “à esquerda”, recebem maior destaque, contrariando a lógica quando a busca é sobre outros assuntos.

O próximo passo da NRB é convocar audiências no Congresso dos EUA para abordar o “grave problema da censura na Internet”.

Ralph Reed, presidente e CEO da Century Strategies, disse que “é fundamental para os cristãos e pessoas de outras religiões poderem compartilhar sua fé de forma irrestrita, sem medo de perseguição, assédio, bloqueio ou discriminação”.

Embora não seja a primeira vez que se aborte essa tentativa de calarem o discurso conservador online, as empresas de tecnologia sempre negaram que isso exista.

Em meados do ano, milhões de católicos em todo o mundo foram afetados depois que o Facebook fechou, de repente, mais de vinte páginas católicas, algumas com milhões de seguidores. Sob protesto generalizado e petições online, algumas foram restauradas. A empresa culpa o algoritmo, dizendo que elas foram detectadas como promotoras de spam.

Outros casos ganharam destaques, como a denúncia que as pessoas estavam sendo impedidas de postar versículos bíblicos que falavam sobre a condenação da homossexualidade.

No Brasil há casos similares, páginas de internet que apresentavam conteúdo político como a “Conservadores” e “Conservadorismo do Brasil” foram apagadas sem aviso prévio. O mesmo aconteceu com páginas evangélicas como “Dollynho Puritano” e “Libertar”.

O YouTube, por exemplo, modificou a maneira como os anunciantes decidem sobre onde as propagandas aparecem na plataforma de compartilhamento de vídeo. Vários canais de conteúdo bíblico e de defensores das bandeiras políticas conservadoras queixaram-se de que seus vídeos foram injustamente bloqueados ou desmonetizados.

Craig Strazzeri, diretor de marketing da PragerU, uma organização educacional sem fins lucrativos, de viés conservador, costumava atingir milhões de pessoas todos os dias na internet com seus vídeos. Recentemente, eles viram sua audiência cair drasticamente por que o YouTube colocou vários de seus vídeos em “modo restrito” de acesso.

A justificativa é que eles tinham conteúdo violento, sexual ou pornográfico, ou com discurso de ódio, mas os títulos do material desmentem isso, pois são informativos que abordam temas como liberdade religiosa, liberdade de expressão, defendem Israel e alertam para os perigos do fundamentalismo islâmico.

Segundo Strazzeri, representantes do Youtube fizeram uma visita à sede da Prager e continuam argumentando que consideram os vídeos inadequados para os jovens.

Classificando isso de “discriminação ideológica”, Strazzeri disse que “esse tipo de censura é o que vemos nas universidades durante anos, mas é muito mais perigoso agora, porque na internet é onde todo mundo vai buscar informações”. Com informações The Christian Post

Fonte: GospelPrime

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